Tecnologia é para agregar valor, caso contrário é custo

–  Quantos colaboradores da sua organização possuem celular pago pela empresa, mas desempenham poucas funções fora do escritório? Para a empresa não seria mais econômico oferecer a esses colaboradores o reembolso apenas das ligações profissionais a partir de seus celulares pessoais?

  –  Atualmente, quase todo profissional está em uma ou mais redes sociais públicas. Sua empresa está utilizando este “capital social” para reduzir o custo ou aumentar a efetividade de suas campanhas de marketing e recrutamento?

  –  Quais os meios de troca e armazenamento de informações mais eficientes utilizados na organização? Não seria melhor abandonar os menos eficientes que geram custos de manutenção e capacitação?

O bom de épocas de crise é nos levar a fazer perguntas como essas com o objetivo de repensar projetos e recursos para manter o que realmente agrega. O objetivo das tecnologias corporativas deve ser aumentar a produtividade, melhorar a experiência do cliente, reter talentos ou viabilizar novos modelos de negócio, mas na correria do dia a dia é comum que os stakeholders se esqueçam destes princípios e por inércia mantenham projetos e processos que agregam pouco valor à empresa.
 
Por exemplo, a busca pela elevação da qualidade dos serviços de TI fez muitas empresas migrarem para a contratação de serviços no modelo nuvem. Porém, nem sempre estes investimentos foram de fato incorporados pelas áreas de negócio que continuam utilizando as ferramentas habituais no seu dia a dia. Isso acontece porque o sistema legado é realmente melhor ou por comodismo? Se o legado é melhor por que continuar com o serviço em nuvem? Caso contrário, que tal calcular a economia que seria feita com a eliminação do legado?

Na última década, as tecnologias para o consumidor avançaram em maior velocidade do que as tecnologias corporativas – o chamado efeito da consumerização -, mas as empresas também podem se beneficiar. Uma grande rede de varejo ao executar um diagnóstico de maturidade digital percebeu que algumas de suas lojas físicas utilizavam o WhatsApp – uma grande evolução do SMS – para divulgar promoções relâmpago e assim atrair clientes para as suas lojas e realizar vendas. Esta prática era liderada por alguns gerentes com visão e atitude digital. Compartilhar para as outras lojas fez a tecnologia agregar valor à operação, sem gerar praticamente nenhum custo adicional.

Este exemplo confirma uma das principais constatações do estudo do MIT (Massachusetts Institute of Technology) que deu origem ao livro Leading Digital: não basta a contratação de novas tecnologias, é fundamental que as lideranças da empresa direcionem e cobrem seus colaboradores para que utilizem a tecnologia com o objetivo de adicionar valor ao negócio; caso contrário a tecnologia continuará sendo vista como um custo e não como investimento para a melhoria dos resultados da organização.

O diagnóstico de maturidade digital realizado por esta empresa de varejo foi desenvolvido e aplicado pelo +Digital Institute, uma startup brasileira que se inspirou neste estudo do MIT para criar sua metodologia. Já foi aplicado em dezenas de empresas no Brasil e já está sendo exportado para outros países na América Latina e Europa. Pode ser executado em apenas um dia e categoriza as empresas e seus departamentos em quatro perfis: 1) Empresas que precisam melhorar seus processos para extrair mais valor de seus investimentos em tecnologia; 2) Aquelas que já possuem bons processos e podem ganhar com maior utilização da tecnologia; 3) Empresas ou departamentos que precisam de melhores processos e também de mais tecnologia ou 4) Até mesmo por quem está em um patamar acima do padrão do mercado e, portanto, tem que se preocupar em manter os resultados, sem se desviar da estratégia atual.

E na sua empresa, o que realmente agrega valor e o que ainda é apenas custo?

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